A equipa sénior do Maxaquene completou ontem três dias sem treinar, por conta de uma reivindicação motivada por três meses de salários em atraso. Na passada quarta-feira, os atletas não compareceram sequer a uma reunião agendada pela direcção “tricolor”, que pretendia chegar a um acordo para o regresso aos trabalhos, tendo em vista o jogo da próxima segunda-feira frente ao Ferroviário de Lichinga, referente à 23.ª jornada do Moçambola.
A paralisação iniciou-se na terça-feira, dia em que os jogadores até chegaram a deslocar-se ao campo da Baixa, mas recusaram-se a treinar. No dia seguinte e ontem, nem sequer se fizeram ao campo, alegando falta de condições para a sua deslocação. Os atletas condicionam o regresso aos trabalhos ao pagamento de, pelo menos, um mês de salário.
Entretanto, ontem, um grupo de sócios/adeptos “tricolores” ainda angariou algum valor para apoiar o plantel. Ainda assim, não se chegou a entendimento para a retoma dos trabalhos de preparação do próximo jogo.
Neste momento, a equipa técnica, liderada por Manuel Casimiro, tem estado a trabalhar no sentido de persuadir os atletas a regressarem aos trabalhos. Sabe-se, por outro lado, que a Comissão de Licenciamento já está a trabalhar com vista a esclarecer a situação.
A nossa Reportagem apurou que já estava preparado um expediente para ser enviado ao clube, que deverá esclarecer se efectuou pagamentos dos salários em atraso ou se tem algum acordo com o plantel, sob pena de lhe ser retirada a licença.
O Maxaquene ocupa a última posição da tabela classificativa com 10 pontos em 19 jogos, resultantes de uma vitória, sete empates e 11 derrotas. Os “tricolores”, que este ano já foram dirigidos por três treinadores, não vencem no Moçambola desde a 13.ª jornada, disputada a 10 de Agosto, quando derrotaram o Ferroviário de Nacala por 1-0.
Casos de paralisação de actividades motivados por salários em atraso têm sido recorrentes nas últimas edições do Moçambola. Textáfrica, em 2024, Desportivo de Matola, em 2025, e, este ano, a Associação Desportiva de Pemba foram outros emblemas que chegaram a este ponto, devido ao incumprimento no pagamento dos salários aos seus atletas.
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