Os atletas da equipa sénior masculina de futebol do Maxaquene não se fizeram presentes ontem à reunião marcada pela direcção do clube com o objectivo de encontrar uma solução rápida para o diferendo que levou à suspensão das actividades na última terça-feira, em protesto contra os três meses de salários em atraso.
De acordo com uma fonte ligada ao emblema “tricolor”, o encontro estava agendado para o meio-dia de ontem. A direcção e a equipa técnica dirigiram-se ao local, mas nenhum atleta compareceu.
Na terça-feira, recorde-se, os jogadores fizeram-se presentes no Campo da Baixa da Cidade, mas decidiram não treinar, numa manifestação de descontentamento perante o atraso salarial de três meses.
O plantel “tricolor” perdeu, assim, dois dias de preparação para o embate da 23.ª jornada do Moçambola, frente ao Ferroviário de Lichinga, agendado para a próxima segunda-feira, na cidade de Maputo.
A recente crise financeira junta-se à desportiva, uma vez que, à entrada do último terço do campeonato, o Maxaquene ocupa a última posição da tabela classificativa com 10 pontos, em 19 jogos, resultantes de uma vitória, sete empates e 11 derrotas. Os “tricolores”, que este ano já foram dirigidos por três treinadores, marcaram apenas oito golos e sofreram 24.
O Maxaquene não vence no Moçambola desde a 13.ª jornada, disputada a 10 de Agosto, quando derrotou o Ferroviário de Nacala por 1-0. Nos compromissos mais recentes, perdeu diante da União Desportiva do Songo (0-4), frente ao Chingale de Tete (0-1) e ante o Ferroviário da Beira (1-2), depois de ter empatado sem golos com a Liga Desportiva de Sofala e a dois golos diante do Ferroviário de Maputo.
Leave a comment