Os problemas da arbitragem moçambicana continuam na ordem do dia. Recentemente, a Procuradoria Geral da República (PGR) solicitou à Federação Moçambicana de Futebol (FMF) uma documentação relativa ao Moçambola-2026, para análise, com a finalidade de, posteriormente, apurar a existência ou não de evidências de actos de corrupção no sector de arbitragem do futebol nacional. Sobre o mesmo assunto, consta-nos que nos últimos dias elementos da FMF foram chamados pela PGR para prestar declarações.
Por tratar-se de um assunto bastante delicado, uma fonte credível, que nos pediu anonimato, disse à nossa Reportagem que, além da arbitragem, há também outros assuntos arrolados na PGR que envolvem a federação.
Assim sendo, não se pode confirmar que as tais pessoas com ligações à FMF tenham sido solicitadas para tratar especificamente do assunto de arbitragem. Soubemos que, de permeio, por suspeita de falsificação de idades, envolvendo um jogador dos “ Mambinhas”, a FMF terá sido notificada para investigação.
É preciso recuar no tempo para lembrar que no passado mês de Dezembro deu entrada no Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) uma denúncia que levantava suspeitas de corrupção na arbitragem nacional, tendo como principal alvo o presidente da CNAF, Francisco Machel, a quem suspeitam de envolvimento em actos de corrupção, referindo-se que usa ou usava árbitros de sua confiança para o efeito.
Lembrar que Francisco Machel, na oportunidade que teve para defender-se das tais acusações, declarou ao nosso jornal “ter as mãos limpas” e que as acusações teriam sido perpetradas por pessoas de má-fé do sector de arbitragem, com intenção de derrubá-lo do cargo ou que se sentem impedidas de desenvolver actividades mal-intencionadas para colher benefícios individuais.
Por seu turno, os outros seis elementos que compõem o elenco da CNAF responderam ao seu superior hierárquico, referindo que gozando do poder que foi conferido pela FMF preferia trabalhar sozinho para comandar os árbitros servis e dispostos para acções maliciosas por forma a beneficiar equipas a conquistarem mais pontos ou tirá-los de outros concorrentes, conferido títulos ou ajudando na permanência no Moçambola ou em jogos da Taça de Moçambique, Campeonato Nacional da II Divisão, prova que qualifica, anualmente, os representantes das três zonas do país à prova máxima do ano seguinte.
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